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Um partido para chamar de seu

Nessa tarde de segunda-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro disse: “Estou namorando outro partido onde eu seria dono dele”. Desde outubro de 2019, quando oficializou sua saída do PSL, Bolsonaro segue sem filiação partidária. Talvez seja o único presidente da história brasileira que tenha ficado tanto tempo sem estar ligado a uma sigla política.

A relação entre presidentes e partidos é algo que revela bastante o estilo de cada mandatário. Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, Itamar Franco e José Sarney, por exemplo, tinham uma vida independente de seus partidos. Ou seja, não se envolviam diretamente no dia a dia de suas agremiações nem tinham interesse em mandar nas estruturas partidárias.

O único ex-presidente que tem um comportamento semelhante ao de Bolsonaro é Luiz Inácio Lula da Silva, que até hoje possui controle total – para o bem e para o mal – do que ocorre dentro do Partido dos Trabalhadores.

Quando se é dono de uma agremiação, não há a necessidade de discutir, negociar ou ceder. É preciso apenas mandar e esperar que os demais obedeçam.

Portanto, é o caso de se perguntar: por que essa obsessão em ter (literalmente) um partido nas mãos?

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