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STJ abre inquérito para investigar procuradores da Lava-Jato

O presidente do STJ, Humberto Martins, determinou na sexta-feira (20) a abertura de um inquérito para investigar as mensagens trocadas entre procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná – que foram apreendidas no âmbito da Operação Spoofing e incluem diálogos com o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. “Para apurar a suposta tentativa de intimidação e investigação ilegal de ministros, bem como de violação da independência jurisdicional dos magistrados”, diz nota divulgada pelo tribunal. “Segundo informações publicadas pela imprensa com base nas mensagens, os membros do Ministério Público teriam sugerido pedir à Receita Federal uma análise patrimonial dos ministros que integram as turmas criminais do STJ, sem que houvesse, para tanto, autorização do STF”, acrescenta o comunicado. No começo do mês, Martins já havia solicitado à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apuração na esfera criminal, e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a apuração da conduta dos procuradores no nível administrativo. O conteúdo hackeado teve o sigilo levantado recentemente pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, em uma decisão que beneficiou a defesa do ex-presidente Lula.

Por que é importante

O desenrolar do inquérito, conforme as revelações, pode aumentar o desgaste público dos procuradores que integraram a Lava-Jato

Quem ganha

O STJ, que quer esclarecer se o ministros foram investigados ilegalmente

Quem perde

Principalmente o ex-juiz Sergio Moro, que tem pretensões eleitorais

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