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Sérvia vive a primeira revolta europeia provocada pela pandemia

Sérvia vive a primeira revolta europeia provocada pela pandemia

A insatisfação generalizada diante da maneira como o governo sérvio lidou com a pandemia de coronavírus provocou duas noites seguidas de protestos nas ruas da capital Belgrado. As manifestações desta quarta-feira (8) degeneraram em um aberto confronto com a polícia e uma ameaça à recente democracia Sérvia, que ainda tenta superar o trauma das guerras decorrentes da fragmentação da antiga Iugoslávia socialista. É a primeira revolta diretamente relacionada à pandemia na Europa.

A causa foi a reimposição de um confinamento obrigatório de três dias aos moradores da capital, após um novo surto da covid-19. Os manifestantes alegam que a condução da crise pelo presidente Aleksandar Vucic é mais grave do que a volta do isolamento. A polícia teria reagido com intensidade desproporcional, superando até a repressão do governo de Slobodan Milosevic, nos anos 90. Milosevic acabou deposto e acusado de crimes de guerra e contra a humanidade.

Os manifestantes afirmam que o governo é responsável pela disseminação do coronavírus ao esconder os dados oficiais. Apesar das medidas restritivas iniciais, logo depois houve um relaxamento. Foram permitidos grandes eventos esportivos, como um torneio de tênis com a estrela mundial Novak Djokovic (que foi infectado) e jogos de futebol com torcidas nas arquibancadas. O objetivo seria manter as eleições de 21 de junho, vencidas pelo grupo do presidente Vucic.

Logo depois, o governo voltou com as restrições, o que deu início à revolta. Vucic culpou a falta de disciplina dos cidadãos pela propagação da doença. Foi a desculpa para os protestos iniciarem.

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