Em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a cobrar no domingo (6) uma união entre os Poderes, principalmente para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Maia defendeu que o presidente Jair Bolsonaro lidere a atuação para que o país possa superar a crise. “Deveríamos fazer uma reunião, sentar à mesa com todos dispostos a abrir mão de parte do que acreditam. Precisamos estar unidos, só uma pessoa tem legitimidade para isso, o presidente, que tem mandato até 2022 e deve coordenar essa conversa”, comentou. “Eu fico com a tese de que o presidente compreendeu que, sem um bom diálogo com o Parlamento, sem prioridade no Parlamento, sem sentarem à mesa o presidente, o Congresso e o STF, as coisas não vão andar no Brasil”, acrescentou. O presidente da Câmara ainda criticou a ala mais radical do governo e – citando indiretamente o ex-ministro Abraham Weintraub – sugeriu que Bolsonaro minimize a influência dos “lunáticos” nos rumos da gestão. “Espero que os lunáticos deixem de ser relevantes. Um deles está nos Estados Unidos. O Banco Mundial não merece esse tipo de política, de um falso enfrentamento de esquerda e direita, em que quem discorda é comunista. Tivemos um dano de um ano e meio na Educação”, disse. Rodrigo Maia ainda mencionou a desistência de Renato Feder de assumir o Ministério da Educação por conta de ataques nas redes sociais. “Hoje (domingo), um teve que dizer que estava desistindo do ministério, quer dizer, porque tava sendo fritado nas redes sociais, quer dizer, uma coisa lamentável. É um quadro que parece, eu não conheço, parece de qualidade. Talvez fosse convidado, talvez fosse um bom ministro. Agora, os lunáticos conseguem prevalecer em um debate onde a racionalidade devia ser a principal palavra”, afirmou.

Uma resposta
qual será o tipo de diálogo que e$$$e cidadão quer?