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Saúde segue pesquisa sobre droga usada contra a malária

Por enquanto, os protocolos de tratamento não mudam, porém o Ministério da Saúde segue avaliando o emprego da cloroquina e da hidroxicloroquina no combate ao coronavírus. De início foi autorizado o emprego das substâncias em pacientes graves internados ou em estado crítico em UTIs. Nesta terça-feira (7), o governo anunciou que testará os produtos em casos menos agudos da covid-19. Se trata de uma autorização de uso, não de uma recomendação de tratamento, já que faltam estudos conclusivos sobre a efetividade dos medicamentos. A iniciativa faz parte dos esforços em busca de uma cura ou de alívio para os sintomas. A cloroquina e a hidroxicloroquina são usadas para combater os efeitos da malária, lúpus eritematoso e artrite reumatoide. Há suspeitas que o coronavírus provoque uma forte reação alérgica no organismo que poderia ser combatida pelas qualidades anti-inflamatórias desses fármacos.

O medicamento também faz parte da discussão entre o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Jair Bolsonaro. O presidente acredita que a cloroquina e a hidroxiloroquina possam ser uma solução e defende seus empregos. Mandetta prefere esperar os resultados das pesquisas e avaliar cuidadosamente os riscos. Os efeitos colaterais da cloroquina são fortes, conhecidos e seu uso deve ser acompanhado por médicos. Há registros de casos de surdez, cegueira e até morte.

Um estudo da Fiocruz, no Rio, e da Fundação de Medicina Tropical, de Manaus, divulgou que de um grupo de 81 pacientes graves que tomaram o medicamento, 11 morreram. A taxa de 13% de óbitos é próxima dos 18% de letalidade encontrados nos grupos de controle de estudos internacionais. Nos grupos de controle, pacientes em iguais condições não usam a droga e tem a evolução de seus quadros comparada com a dos integrantes dos grupos de teste. Ou seja, por enquanto a cloroquina não parece fazer diferença no tratamento da covid-19.

Há nove pesquisas em andamento no Brasil sobre medicamentos que podem ser utilizados contra o coronavírus. Os estudos abrangem cerca de 100 centros de pesquisa e cinco mil pacientes com quadros de leve a grave. Além da cloroquina e da hidroxicloroquina, são avaliadas: hidroxicloroquina com azitromicina, dexametasona, tocilizumabe, remdevir, lopinavir com ritonavir, interferon e plasma com anticorpos de pacientes em convalescência.

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