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Saída de Alckmin do PSDB movimenta cenário paulista para 2022

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin confirmou que deixará o PSDB após 33 anos, o que é esperado. Ele pretende disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes em 2022. A notícia mexeu com o xadrez político paulista e pode comprometer a hegemonia tucana no estado após 27 anos. Desde que Mário Covas se tornou governador em 1994, o partido só não esteve no comando em dois momentos, quando Alckmin tentou o Palácio do Planalto: em 2006, quando assumiu seu vice, Claudio Lembo (PFL, atual DEM), e em 2018, quando a vaga ficou com Márcio França (PSB). Agora, com o recém-chegado Rodrigo Garcia no papel de herdeiro do governador João Doria, as chances de Alckmin aumentam para um terceiro governo a partir de uma nova sigla.

Alckmin negocia com partidos do Centrão, que reconhecem sua força. Nas redes sociais, o ex-governador tem aparecido discretamente ao lado do deputado e presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, Fausto Pinato (PP-SP), em encontros com eleitores no interior do estado. Na capital e no litoral, Alckmin poderia contar com a ajuda de Márcio França como vice, considerado um bom puxador de votos, além de ser desafeto de João Doria.

No centro expandido

MDB, PP, PSB, PSD e DEM se mantêm nas posições de sempre, aguardando as movimentações de Doria e Alckmin.

Direita bolsonarista

O presidente Jair Bolsonaro busca um nome paulista, cogitando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, mas falta um partido que o acolha.

  • O PTB abriu as portas, mas nenhum acordo foi fechado;
  • A sigla busca filiar os ex-ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Abraham Weintraub (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), além do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança – todos potenciais candidatos.

Direita não bolsonarista

Tenta criar musculatura política agregando forças independentes. Esse caminho ainda deve ser longo.

  • O PSL, ex-partido de Bolsonaro, ainda não definiu seu candidato ou se integrará alguma coligação. Tem nomes bons de votos, como Joice Hasselmann e Janaína Paschoal;
  • O Novo se antecipou e lançou o deputado Vinicius Poit;
  • O deputado estadual Arthur do Val (Patriota) também é um potencial candidato.

À esquerda

Boulos e Haddad no intervalo de um dos debates televisivos de 2018

Unidos no plano nacional, em São Paulo PT e PSOL rivalizam. Guilherme Boulos se coloca como pré-candidato e o ex-prefeito Fernando Haddad também.

  • Boulos chegou ao 2º turno nas eleições municipais de 2020 contra o ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), falecido este ano. O eleitorado conservador e os petistas mais tradicionais são um desafio de convencimento ao psolista;
  • Haddad pode ser catapultado nas pesquisas pela popularidade crescente do ex-presidente Lula;
  • Sobra aos PSOL e PT apenas coligações com PDT e PCdoB.

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