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“Rei Arthur” tem prisão domiciliar concedida e terá de voltar ao Brasil

O empresário Arthur Soares Filho (imagem), conhecido como Rei Arthur, deverá deixar Miami, nos Estados Unidos, onde está morando desde 2017, e voltar ao Brasil. A decisão foi tomada pela 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), por maioria de votos, na quarta-feira (17). Ele é um dos principais personagens envolvido nas investigações da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Ele conseguiu, por meio de seu advogado de defesa, Nythalmar Dias Ferreira Filho, um habeas corpus parcial, com restrições, determinando a prisão domiciliar do réu, para que ele volte ao Brasil em até 15 dias. Após três meses, o colegiado reavaliará o caso.

Caso o réu não se apresente no prazo de 15 dias, contados da intimação do acórdão, automaticamente será restabelecida a prisão preventiva. Com a decisão da turma, ele deixa de ser considerado foragido. Mas se não se apresentar no prazo, voltará a essa condição. Segundo o TRF2, o desembargador Ivan Athié estabelecerá as medidas cautelares complementares à prisão domiciliar, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica.

Foragido

O empresário chegou a ser preso em Miami, em outubro de 2019, mas foi solto em seguida e continuou a morar nos EUA. Ele poderia ter sido preso em Portugal, em 2017, onde se encontrava, mas um vazamento de informações possibilitou que ele saísse da Europa e fosse para os EUA escapando da prisão.

O empresário teve diversos contratos de fornecimento de serviços durante o governo de Sérgio Cabral e foi um dos pivôs dos supostos pagamentos de propinas a agentes públicos, em troca de facilitação para vencer licitações.

Entre as acusações a Rei Arthur, está a de envolvimento na compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), para garantir a vitória do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A defesa ainda não se manifestou sobre a decisão.

(com Agência Brasil)

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