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Rêgo Barros diz que Bolsonaro tornou função de porta-voz sem sentido

O general Otávio Rêgo Barros deixou oficialmente o posto de porta-voz da Presidência da República no início do mês. Ele já havia perdido espaço com a recriação do Ministério das Comunicações em agosto. Na primeira entrevista fora do cargo, ao programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, Rêgo Barros contou detalhes do período em que atuou com o presidente Jair Bolsonaro. O general afirmou que o hábito de Bolsonaro, de conversar com apoiadores em um “cercadinho” na saída do Palácio da Alvorada, tornou a função que ele ocupava sem sentido. “Desde o final do ano passado, o presidente começou a optar em fazer uma comunicação mais direta que competia com a comunicação técnica do porta-voz e aí já não havia, obviamente, mais espaço, nem temporal e nem espaço técnico, para dar continuidade ao trabalho do porta-voz”. Sem criticar diretamente o presidente, Rêgo Barros avaliou que o costume de Bolsonaro não era “a escolha mais adequada”. “Tecnicamente, fica muito difícil de você estabelecer uma estrutura comunicacional com a sociedade colocando na linha de frente a principal autoridade que promove a geração da informação”. O ex-porta-voz foi questionado se tinha autoridade para repreender Bolsonaro por causa das falas polêmicas, como os comentários sobre a pandemia. “Eu não tinha”, lamentou.

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