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Ramos desmente Bolsonaro sobre o Fundão: “Foram os líderes do governo dele”

A quase triplicação dos recursos do Fundo Eleitoral, que pode atingir R$ 5,7 bilhões caso seja aprovado sem alterações no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, continua gerando pressão. O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM) (imagem), contradisse abertamente o presidente Jair Bolsonaro. No domingo (18), em sua saída da internação em São Paulo, o chefe do Executivo desqualificou o trabalho do parlamentar, alegando que Ramos agiu sozinho e de modo atabalhoado: “Ele que fez isso tudo”. Algo que parece claramente improvável diante da importância da LDO e do Fundão para o governo. No mesmo dia, Ramos retrucou epor meio de uma rede amazonense que a articulação responsável por hiperinflacionar o Fundo Eleitoral foi maturada dentro do governo. “Foram os líderes do governo dele [Bolsonaro]. Só presidi a sessão”, disse, lembrando que nem o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi contra o resultado. O site Metrópoles reuniu os vídeos:

Em rede social, Ramos chamou o presidente da república de mentiroso. Até então, ele mantinha uma postura neutra em relação aos 127 processos de impeachment parados na Câmara contra Bolsonaro devido à sua responsabilidade como vice-presidente da Mesa – e para não gerar atritos com o titular, Arthur Lira (PP-AL). Após o ataque, Ramos deve integrar o coro pelo impeachment. Em entrevista à Rede Tiradentes, disse que a partir de agora pretende analisar cada petição já protocolada para identificar consistências e viabilidades políticas. O deputado é professor de direito constitucional e conhece algo do tema. Pela lei, ele pode colocar o processo em tramitação caso Lira esteja fora do exercício da função, em viagem, licença médica ou ocupando temporariamente a presidência. Todavia, Ramos disse que não tomará uma atitude tão radical como interino.

Marcelo Ramos era uma figura relativamente discreta no Centrão. Ex-militante do PCdoB, possui trânsito com a oposição. Durante as quedas sucessivas dos ministros da Saúde Mandetta, Teich e Pazuello, ele externou sua insatisfação, mas se manteve fiel.

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