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PATROCINADORES

Publicitário Duda Mendonça morre aos 77 anos

Com uma trajetória dividida entre escândalos criminais e sucessos plíticos, o publicitário e homem de marketing José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, o Duda Mendonça, morreu aos 77 anos, acometido por um câncer cerebral agravado por complicações da covid, que em junho levaram à sua intubação. Seu falecimento foi comunicado pela família na manhã desta segunda-feira (17). Duda estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde fazia quimioterapia. Seu corpo será cremado.

Duda, nasceu em 10 de agosto de 1944, em Salvador. Sua carreira ganhou impulso a partir de 1975, quando criou a agência de publicidade DM9. O sucesso junto à iniciativa privada o levou ao marketing político. Duda ganhou destaque na campanha de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo, em 1992. Anos depois, forjou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, em 1992. O mote “Lula paz & Amor” foi obra sua para apresentar o candidato petista de modo menos radical e intervencionista ao empresariado. O publicitário também atuou na eleição do ex-primeiro minisro português Pedro Santana Lopes. Em 2004, fez a campanha frustrada para a reeleição de Martha Suplicy à Prefeitura de São Paulo e, em 2006, ajudou a eleger os irmãos Ciro Gomes e Cid Gomes, respectivamente, deputado federal e governador pelo Ceará.

O contato estreito com políticos fez com que se envolvesse em escâdalos. Em 2005, se tornou réu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no âmbito do Mensalão.Em 2016, foi investigado pela Lava-Jato pelos mesmos crimes. Em 2004, foi preso pela Polícia Federal junto com outras 200 pessoas quando acompanhava uma rinha de galos, prática que envolveria jogo ilegal e maus-tratos a animais, sendo classificada como crime ambiental.

No Mensalão, foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro em 2012. Sua defesa alegou que ele não sabia sobre a origem ilícita dos recursos nem tentou ocultar o que recebeu. Sua única punição foi um ressarcimento de R$ 4,8 milhões ao Fisco. Já na Lava-Jato, assinou um acordo de delação sigiloso sobre os pagamento recebidos por meio de operações via empresas off-shore.

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