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PRF tenta desbloquear dezenas de pontos interditados por caminhoneiros em oito estados

Ao longo do segundo dia de manifestações em favor do presidente Jair Bolsonaro, pedindo intervenção militar e fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso, caminhoneiros e apoiadores bloquearam pelos menos 56 pontos de rodovias federais e estaduais em oito estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Maranhão, Pará e Bahia. Nesta manhã, os bloqueios estava concentrados em Santa Catarina. Na maioria deles são parados apenas caminhões com cargas secas. Ônibus, veículos de passeio, ambulâncias e cargas vivas podem seguir. Por aplicativos de logística foram detectados no final desta tarde bloqueios totais no Mato Grosso, em Confresa, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Matupá, Pedra Preta, Rondonópolis, Querência e Santa Rita do Araguaia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não consegue confirmar essas informações. “A PRF encontra-se em todos os locais identificados e trabalha pela garantia do livre fluxo com a tendência de fim das mobilizações até a 0h do dia 09/09. Importante alertar que a disseminação de vídeos e fotos por meio de redes sociais não necessariamente reflete o estado atual da malha rodoviária”, informou o Ministério da Infraestrutura, em nota. Ainda segundo a pasta, ao longo do dia foram debeladas 67 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias.

Em nota, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) manifestou “total repúdio” às paralisações. “Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”, diz a entidade. O texto leva a assinatura do presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio. 

A entidade, que congrega cerca de 4 mil empresas de transporte, disse ainda estar preocupada com os efeitos que bloqueio nas rodovias poderão causar, especialmente em relação ao abastecimento dos setores de produção e comércio.

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