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Pressionado, Barros diz que acusações não são objetivas e que deporia à CPI

Apontado como personagem central na suspeita de compra superfaturada da vacina Covaxin, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), divulgou neste domingo (27) uma nota para rebater as acusações. Em depoimentos à CPI da Covid na sexta-feira (25), os irmãos Miranda – o servidor da Saúde Luis Ricardo e o deputado federal (DEM-DF), Luis Cláudio – afirmaram que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) teria associado Barros às irregularidades na compra da Covaxin. O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, teria afirmado ao deputado Miranda que um parlamentar o ameaçou. “Vou te tirar dessa cadeira”, teria dito Barros. Só depois de pressionado pelos integrantes da CPI é que o parlamentar Luis Claudio admitiu que falava do ex-ministro da Saúde no governo Temer (2016-2018) e agora líder do governo.

Em sua nota, Barros firma que “fica evidente que não há dados concretos ou mesmo acusações objetivas, inclusive pelas entrevistas dadas no fim de semana pelos próprios irmãos Miranda”. O deputado do Progressistas também afirma que pode prestar esclarecimentos à CPI, pois “não há qualquer envolvimento” de sua parte na compra da Covaxin. Diante da gravidade das suspeitas, parece inevitável seu comparecimento à comissão.

A interferência de Barros se daria por suas supostas ligações com a Precisa, representante brasileira do laboratório indiano Barath Biotech, envolvendo uma empresa sediada em Cingapura para o adiantamento dos pagamento. O contrato para a Covaxin custaria R$ 80,70 a dose, valor quatro vezes maior que a vacina da Fiocruz, a AstraZeneca.

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