Vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do país
Mensaje del Presidente de la República, Santiago Peña, al pueblo paraguayo. pic.twitter.com/RBz6IfFV9L
— Santiago Peña (@SantiPenap) November 5, 2026
O presidente do Paraguai, Santiago Peña (na imagem), renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio ao agravamento de uma crise política e financeira no país. A decisão foi anunciada após a Câmara dos Deputados aprovar a abertura de um processo de impeachment contra o mandatário, pressionado pelos desdobramentos da crise envolvendo o Banco Ueno, uma das principais instituições financeiras digitais paraguaias.
O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o governo. A renúncia, no entanto, ainda precisa ser formalizada e submetida à análise do Congresso paraguaio, que poderá aceitar ou rejeitar o pedido. Caso a saída não seja aceita, o processo de impeachment poderá seguir adiante.
A crise teve origem na intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, em 3 de novembro, após a identificação de problemas de solvência. A instituição, que tinha aproximadamente 3 milhões de clientes, suspendeu suas operações, deixando correntistas temporariamente sem acesso aos recursos. O episódio também provocou protestos em Assunção e levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo.
Peña esteve ligado à crise por ter sido acionista da Ueno Holding, empresa relacionada ao grupo controlador do banco, até março de 2025. Os parlamentares que apresentaram o pedido de impeachment apontaram suspeitas de conflito de interesses, uso irregular de recursos previdenciários e omissão institucional. O Ministério Público também abriu investigações sobre a gestão da instituição e operações de crédito com empresas ligadas ao grupo controlador.
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