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Por que o editorial de O Globo publicado hoje usa uma linguagem tão cautelosa?

Editorial de O Globo, hoje, fala sobre o caso do caixa dois do PSL mineiro, no qual o personagem principal é o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ao longo do texto, escrito com muito cuidado, há uma narrativa neutra sobre o desenrolar do caso. Em um determinado momento, lembra-se uma denúncia que atingiu o então ministro da Casa Civil do governo Itamar Franco, Henrique Hargreaves. Itamar, apesar de amigo pessoal do ministro, o afastou temporariamente até o final das investigações. Inocentado, Hargreaves voltou ao Planalto.

O autor do editorial lista todas as razões pelas quais o presidente Jair Bolsonaro deveria afastar o ministro Antônio. Mas, em nenhum momento, pede explicitamente o seu afastamento — como é comum neste tipo de peça jornalística, na qual fica explícita a opinião do veículo de imprensa.

Qual a razão de tanta cautela? O temperamento de Bolsonaro. Se o jornal da família Marinho pedir a cabeça de Marcelo Antônio, o presidente manterá o ministro da Esplanada por um único motivo — contrariar a vontade de O Globo.

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