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Política ambiental brasileira faz UE rejeitar acordo com o Mercosul

Em uma reunião extraordinária, o plenário do Parlamento Europeu rejeitou simbolicamente a conclusão do acordo de livre comércio entre os integrantes da União Europeia e do Mercosul. A causa é a atual política ambiental brasileira, vista como permissiva e preocupante diante das queimadas e desmatamento na Amazônia e no Pantanal. A reunião ocorreu nesta quarta-feira (7), em Bruxelas.

Em uma atitude inédita, foi aprovada uma emenda ao relatório sobre aplicação da política comercial europeia, enfatizando que o “acordo UE-Mercosul não pode ser ratificado na sua forma atual”. Simbólico, o ato não derruba o tratado, mas indica a resistência crescente ao Brasil, o que empaca uma negociação em curso há 20 anos. A votação obteve 345 votos a favor, 295 contra e 56 abstenções.

O que os deputados querem são mais garantias por parte do Brasil para a a abertura de um mercado conjunto que vai atingir 800 milhões de pessoas. A emenda afirma que o Parlamento Europeu está “extremamente preocupado com a política ambiental de Jair Bolsonaro, que vai contra os compromissos do Acordo de Paris, em particular no combate ao aquecimento global e à proteção à biodiversidade”.

Na prática, o acordo ficará engavetado por mais um tempo, dando tempo para que o Brasil responda ou apresente garantias, que podem ser aceitas ou não. Como todos os acordos comerciais da UE, este também exige a adoção de políticas de desenvolvimento sustentável e respeito ao meio ambiente.

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