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PL convoca reunião após crise gerada por Michelle Bolsonaro

Da redação
1 de dezembro de 2025
Partido tenta conter desgaste após críticas da ex-primeira-dama à aliança com Ciro Gomes no Ceará; aliados dizem que a articulação foi orientada pelo próprio Bolsonaro

O PL marcou uma reunião de emergência para esta terça-feira (2), na sede da legenda, após a turbulência causada pelas críticas de Michelle Bolsonaro à aliança do partido com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. A sigla quer conter o crescente mal-estar interno e reestabelecer unidade no arranjo político estadual.

Devem participar do encontro Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL; o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN); e a própria Michelle. Segundo dirigentes, o objetivo é “enquadrar” a ex-primeira-dama, que teria provocado “uma hecatombe” dentro da sigla.

A crise explodiu após Michelle participar do lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo do Estado, no domingo (30). No evento, ela classificou como “precipitada” a aliança com Ciro Gomes. “Fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá”, afirmou.



André Fernandes rebate Michelle

O deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente estadual da sigla e articulador da aproximação com Ciro, reagiu às críticas. Ele afirmou que a movimentação foi orientada pelo próprio Jair Bolsonaro.

“A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem aqui e diz que fizemos a movimentação errada (…) o próprio presidente pediu para ligarmos para Ciro e ficou acertado que apoiaríamos o Ciro”, declarou.

A declaração reforçou o clima de confronto interno e evidenciou a disputa de influência entre Michelle e aliados diretos do ex-presidente.

Flávio entra no embate

A tensão aumentou depois que o senador Flávio Bolsonaro criticou publicamente a madrasta. Ao colunista Igor Gadelha (Metrópoles), o senador disse que Michelle foi “autoritária” e “atropelou” o próprio Jair, que havia dado aval ao movimento de Fernandes.

“A forma com que ela se dirigiu ao André… Foi autoritária e constrangedora”, afirmou Flávio.

A reunião desta terça é vista como uma tentativa do PL de evitar que a crise interna contamine as articulações eleitorais no Ceará e nacionalmente.


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