O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, criticou o pedido encaminhado pelo ministro Celso de Mello, do STF, para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, avalie a possibilidade de busca e apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro para perícia. A solicitação faz parte de três notícias-crimes protocoladas por partidos e parlamentares no âmbito do inquérito que apura a suposta interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal. Em nota, Heleno classificou a medida como “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável”. “Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do país”, escreveu. “Tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes o poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, completou.
Nota à Nação Brasileira. pic.twitter.com/aykS99h49K
— General Heleno (@gen_heleno) May 22, 2020
