O novo coronavírus está se espalhando entre os brasileiros ao ritmo mais elevado desde a semana de 24 de maio. O índice está em 1,30 – o que significa que cada 100 pessoas contaminadas atingem outras 130 pessoas. Pela margem de erro, a taxa pode ser superior a 1,45 ou inferior a 0,86. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira (24) pelo Imperial College de Londres, instituição de pesquisa biomédica que monitora o comportamento da pandemia ao redor do mundo.
O resultado é alarmante. Para os pesquisadores do Imperial College, o Brasil vive o início de uma segunda onda de covid, mas a falta de testes e de uma política centralizada dificulta determinar o quão grave é a situação. Na segunda-feira (23), pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) destacaram, em nota, que ao menos três fatores explicam o avanço: falta de “testagem sistemática com rastreamento de casos”, falta de uma “política central coordenada, clara e eficaz de enfrentamento da situação” e o “afrouxamento das medidas de isolamento sem evidências empíricas, sem uma análise cuidadosa por um painel de especialistas.”
O Brasil é o terceiro país na soma de casos (6.087.608), com 16.207 registros na segunda-feira (23), e o segundo em mortes (169.485), sendo 302 ontem. Nas últimas duas semanas, foram ocorreram 412.762 diagnósticos positivos.
