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Pacheco diz que CPI será ‘palanque’ para 2022 e pode ‘coroar insucesso’ do combate à pandemia

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), confirmou na noite de quinta-feira (8) que vai acatar a determinação ministro Roberto Barroso, do STF, e instalar a comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o combate à pandemia do novo coronavírus no país. Pacheco disse, no entanto, que avalia a ordem judicial como equivocada. “Considero que a CPI, neste momento que nos exige união, vai ser um ponto fora da curva. Pode ser o coroamento do insucesso nacional no enfrentamento à pandemia. Como se pretende apurar o passado se não conseguimos definir nosso presente com ações concretas?”, questionou.

Como a CPI precisa funcionar presencialmente, em razão da análise de documentos sigilosos e do depoimento de testemunhas que devem permanecer incomunicáveis, Rodrigo Pacheco alertou que os trabalhos podem colocar em risco os parlamentares, servidores e jornalistas. O presidente do Senado ainda criticou o ambiente político que poderá ser criado no andamento das discussões. “A CPI poderá ter um papel de antecipação de discussão eleitoral de 2022, de palanque político, o que é absolutamente inapropriado para este momento da nação. (Pode) gerar uma instabilidade jurídica para a contratação de vacinas e insumos. É a situação que buscávamos evitar”, acrescentou.

O senador indicou que o requerimento para criação da CPI será lido na primeira sessão deliberativa da Casa na semana que vem, abrindo caminho para que os partidos indiquem seus representantes. A escolha do presidente e do relator da comissão seguirá a proporcionalidade partidária.

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