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Oposição traça estratégia para impedir silêncio de alvos de CPI

Em entrevista à CNN Brasil, o senador Humberto Costa (PT-PE) revelou parte da estratégia da oposição para garantir a colaboração de potenciais alvos da CPI da Pandemia. Costa (foto) indicou que a ideia é convocar as pessoas na condição de testemunhas, já que existe a prerrogativa de um eventual investigado ficar calado para não produzir provas contra si mesmo. “Não somente podem permanecer em silêncio, como podem não ir, aqueles que estão investigados. As testemunhas, no entanto, são convocadas e têm que comparecer e têm que depor com o compromisso de dizer a verdade”, afirmou. O petista disse ainda que, dentro do plano, a ideia inicial da comissão será apurar se houve alguma ação do governo federal que prejudicou o enfrentamento à crise sanitária. Caso haja indícios mais concretos contra alguma testemunha, o senador não descartou a possibilidade de uma nova convocação, dessa vez como investigada. “Cada um vai dar o seu testemunho, seu posicionamento, sobre o que aconteceu. Se aquilo que for relatado implicar que aquela pessoa eventualmente também tem alguma coparticipação na decisão que foi tomada, no prejuízo que eventualmente possa ter gerado, então ela deixaria de estar na condição de testemunha e estaria na condição de investigado e poderia ser chamada posteriormente nessa condição”, acrescentou.

Por que é importante

Enquanto a base governista bate cabeça, a oposição se prepara para aproveitar o espaço midiático proporcionado pela CPI

Quem ganha

A estratégia de enfraquecer a imagem do governo e a popularidade do presidente Jair Bolsonaro

Quem perde

Alvos como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que não poderão ficar calados nos depoimentos

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