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O day after da entrevista de Wajngarten

Dias atrás, Jorge Kajuru divulgou uma conversa com Jair Bolsonaro, mostrando a insatisfação do Planalto com o Supremo Tribunal Federal. Houve uma grande desconfiança de que a divulgação do colóquio havia sido combinada entre senador e presidente. Nesta semana, o ex-secretário de comunicação, Fabio Wajngarten, deu entrevista à revista Veja na qual responsabiliza o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelos maus resultados no combate à pandemia no Brasil. Novamente surgiu a desconfiança de que o jogo foi combinado entre Wajngarten e Bolsonaro, que foi inocentado de qualquer responsabilidade pelo ex-secretário em relação à crise sanitária.

Como houve no caso de Kajuru, notas foram plantadas na imprensa para mostrar que o presidente não concordou com as críticas de seu ex-homem de comunicação ao general que ocupara um cargo importante na Esplanada dos Ministérios.

Wajngarten é conhecido por sua fidelidade a Bolsonaro. Teria dado essa entrevista movido pela mágoa de ter sido dispensado da Secom? Pode ser. Mas a possibilidade de a entrevista ter sido dada para fazer de Pazuello um bode expiatório para a CPI da Pandemia tem mais sentido.

Bolsonaro, ontem, foi a Manaus e em seu discurso defendeu o ex-ministro. “Conseguimos, com a equipe que nós temos em Brasília, colaborar em muito para que os danos dessa pandemia fossem diminuídos. Em especial, pelo ministro da Saúde que tive até há pouco tempo, o senhor Pazuello”, disse o presidente.

Diante dessa declaração, fica uma pergunta: se Pazuello estava fazendo um trabalho tão bom, por que foi demitido?

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