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Na véspera da prescrição, Serra vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro

O senador José Serra (PSDB) virou réu na Justiça Eleitoral de São Paulo por caixa dois, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O tucano é acusado de ter recebido R$ 5 milhões em doações não contabilizadas na campanha eleitoral de 2014. A denúncia foi aceita na quarta-feira (4) na véspera de o caso prescrever. Houve uma corrida contra o tempo para que o prazo não expirasse. O motivo foi que o inquérito ficou travado no gabinete do ministro Gilmar Mendes, do STF, e somente ontem foi devolvido à primeira instância. O Ministério Público precisou acelerar para que a denúncia tivesse tempo de ser avaliada pelo juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas, que apontou “indícios suficientemente seguros, idôneos e aptos a indicar” (…) “a viabilidade da acusação e a presença de justa causa para dar início a persecução penal”. O magistrado ainda decretou sigilo dos autos “a fim de evitar interferências indevidas no processo eleitoral municipal de 2020.”

Por que é importante

A denúncia contra José Serra faz parte da ofensiva da Operação Lava-Jato contra as gestões do PSDB no governo de São Paulo

Quem ganha

O Ministério Público, que conseguiu tornar o tucano réu na última hora

Quem perde

Serra, que agora pode ser condenado no caso

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