Ex-presidente sofreu uma queda nesta madrugada (6), atingindo um móvel dentro de sua cela. Ele foi atendido por um médico e passa bem
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (6), a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. Ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.
“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho.
Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.
Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.
Bolsonaro sofreu um mal-estar nesta madrugada, o que ocasionou perda de equilíbrio e uma queda que provocou um traumatismo cranioencefálico leve ao atingir um móvel instalado na cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de prisão.
Ele foi atendido no local e, nesta manhã, foi consultado por seu médico, Cláudio Birolini. Ele passará por novos exames. “Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco”, disse o médico. Outro médico, o cardiologista Brasil Ramos Caiado, também foi acionado para atender o ex-presidente.
A problema foi relatado, via redes sociais, pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que cobra explicações da PF sobre o atendimento que o marido recebeu.

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