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Milei assume nomeando irmã e barrando imprensa

Atitudes levantam suspeitas sobre a transparência de sua administração. Lei antinepotismo derrubada foi criada pelo aliado Macri

As primeiras iniciativas de Javier Milei na presidência da Argentina ligaram um sinal de alerta político. Não se tratam das medidas anarcocapitalistas que defende, como o fim do banco central e a dolarização da economia, mas laivos de autoritarismo. No domingo (10), ele assinou um decreto que derruba as regras contra o nepotismo para nomear sua irmã, Karina, como primeira-dama e secretária-geral do governo. Na Argentina, a primeira-dama assume atividades sociais oficiais e até ações diplomáticas. Para constar, a medida derruba uma lei criada pelo aliado Mauricio Macri quando na presidência.

Os demais eram esperados, com a oficialização do enxugamento dos ministérios de 18 para nove, porém há detalhes que merecem atenção pelo nível de concentração de poder criado. O novo ministro da Casa Civil será Nicolás Posse, que assume a gestão dos ministérios e das empresas estatais. De acordo com o decreto, Posse vai “intervir nos planos de ação e orçamentos das empresas do Estado, das entidades autônomas, das organizações descentralizadas ou desconcentradas e das contas e fundos especiais, qualquer que seja a sua denominação, bem como na sua intervenção, liquidação, encerramento, privatização, fusão, dissolução ou centralização.” Ele será mais Posto Ipiranga para Milei do que Paulo Guedes para Bolsonaro.

Assim, Posse será um superministro com poderes informais de quase primeiro-ministro. Pela lei argentina, o Ministério da Economia comanda as estatais. Com Milei, um torção na regra determina que o novo titular, Luis Caputo, só poderá agir sob aval de Posse.

Outra decisão que causou incômodo foi o veto à imprensa na cerimônia de posse dos ministros, no domingo (10). Ao promover um evento público como se fosse uma festa privada, Milei quebra a tradição de transmissão ao vivo que vinha desde a redemocratização, com Raúl Alfonsín, em 1983. Essas atitudes levantam dúvidas sobre o desejo de transparência em sua administração logo no nascedouro.

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