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Mandetta tenta ganhar tempo para a expansão do SUS

Em uma coletiva de imprensa sobre a pandemia de coronavírus lotada de autoridades, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi o último a falar. Desprestigiado junto ao presidente Jair Bolsonaro, que deseja o fim do isolamento social em massa para reativar a economia, o ministro é adepto das medidas de contenção recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele conta com o apoio do Legislativo, do STF, de governadores, de políticos, de autoridades médicas e de colegas de outras pastas. “Enquanto estiver nominal [no cargo], vou trabalhar com a ciência”, disse. O governo federal encomendou 10 milhões de kits de testes para a covid-19 e amplia sua capacidade de atendimento, com a compra de equipamentos e novas UTIs para evitar um colapso do sistema, em uma corrida contra o tempo. Nesta segunda-feira (30), foram registrados 4.579 casos, com 159 óbitos.

Apesar da alegação de que a exposição era técnica e com ênfase nos esforços logísticos para fazer com que os equipamentos e insumos sejam recebidos e distribuídos, o que está a cargo do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, Mandetta foi o mais requisitado. Ele praticou equilibrismo o tempo todo, explicando que as medidas precisam ser conjuntas, já que SUS funciona com estados e municípios, que aos poucos começam a ser abastecidos. Mesmo assim, disse que o “lockdown absoluto não é ideal”, já que prejudicaria a retomada da atividades mais adiante.

Sobre os posicionamentos públicos discordantes, Mandetta disse que as tensões são normais diante do tamanho da crise. “Essa patologia é nova. É um vírus que derrubou o sistema mundial, atacando o país que mais produz insumos médicos”, se referindo à China.

O ministro Walter Braga Netto, da Casa Civil, respondeu no lugar do titular da Saúde sobre uma possível demissão, diante do descontentamento do presidente. “Esta fora de cogitação”, afirmou. Quando perguntado se Bolsonaro deveria ter saído às ruas em tempos de isolamento, como ocorreu no domingo (29), assessores impediram a resposta de Mandetta, alegando tempo exíguo.

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