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Mandetta cobra ‘fala única’ do governo para enfrentar crise

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a mostrar divergências com o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Enquanto Bolsonaro, preocupado com a economia, defende a retomada das atividades, Mandetta reforçou a necessidade de manter o isolamento social como forma de desacelerar o avanço da doença. O ministro destacou como o discurso conflitante tem atrapalhado o entendimento da população. “O presidente olha muito também pelo lado da economia. E chama muito a atenção o lado da economia. O Ministério da Saúde entende a economia, entende a cultura e educação, mas chama pelo lado de equilíbrio de proteção à vida. Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e que a gente possa ter uma fala única, unificada. Por que isso leva para o brasileiro uma dubiedade: ele não sabe se escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta”, declarou. Mandetta preferiu não fazer estimativas sobre o total de contágios e mortes, mas indicou que o país deve passar pela pior fase da pandemia nas próximas semanas. “Sabemos também desde o início que fizemos a projeção que a segunda quinzena de abril seria a quinzena que aumentaríamos e que o mês de maio e junho seriam os meses de maior estresse pro nosso sistema de saúde. Nós estamos agora vivendo um pouco do que fizemos duas semanas pra trás. Se iniciarmos precocemente uma movimentação, nós vamos voltar a ter aquele mesmo padrão do início aonde você tinha dia após dia um aumento do surgimento de brotes epidêmicos. A gente imagina que os meses de maio e junho serão os sessenta dias mais duros para as cidades”, disse.

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