Governo pode preencher vagas estratégicas, mas todas dependem de aprovação no Senado
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem até 27 nomes para indicar em 2026 a diretorias de agências reguladoras, Banco Central (BC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a rejeição de Jorge Messias ao Supremo, mandatos que terminam este ano deixam cadeiras vazias ou interinamente ocupadas, com sabatinas no Senado como etapa obrigatória.
No BC, duas diretorias estão acumuladas: Política Econômica por Paulo Picchetti e Organização do Sistema Financeiro por Gilneu Vivan. O Cade opera com quatro conselheiros e Diogo Thomson interino na presidência, precisando de três titulares para evitar riscos futuros. Na CVM, Otto Lobo espera sabatina para a presidência, com mais duas vagas na diretoria.
Nas agências reguladoras, Lula pode indicar até 19 nomes para mandatos encerrados. O histórico recente sugere demoras no Senado, influenciado por interesses parlamentares nas cúpulas desses órgãos.
