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Lula não usará mensagens liberadas pelo STF contra Moro

Da redação
10 de fevereiro de 2021

O coordenador da defesa do ex-presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), Cristiano Zanin Martins, decidiu não utilizar as mensagens de procuradores da força-tarefa da Lava-Jato na ação junto aos Supremo Tribunal Federal (STF) que acusa de parcialidade o ex-juiz federal Sergio Moro. A intenção da defesa de Lula é anular as sentenças contra o ex-presidente.

O conteúdo foi obtido pela Justiça com hackers detidos na Operação Spoofing, da Polícia Federal, em dezembro de 2019, depois que as trocas de mensagens entre o juiz e os integrantes da força-tarefa foram interceptadas e decodificadas de um aplicativo de mensagens. O material foi liberado à defesa nesta terça-feira (9), em decisão da 2ª Turma do STF.

“Nossa avaliação, neste momento, é que já existe prova mais do que suficiente nos autos para o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e que o julgamento, iniciado em 2018, deveria ser retomado o mais breve possível, sem a necessidade de novas discussões”, afirmou Zanin Martins ao site UOL.

O defensor explicou que essas provas já são empregadas como prova em outros processos e que sua inclusão na ação que corre no STF só provocaria atrasos. Mas fez uma ressalva: “Certamente elas [as gravações] irão reforçar a nulidade dos processos e a inocência do ex-presidente Lula em relação às acusações feitas pela extinta Lava Jato.”

Sergio Moro criticou a decisão da STF.

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