O juiz federal Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, mudou de ideia. Um dia depois de aceitar uma denúncia contra o senador e ex-governador paulista, José Serra (PSDB), ele suspendeu as investigações sobre lavagem de dinheiro proveniente da empreiteira Odebrecht, beneficiada com as obras do Rodoanel Sul. Os recursos foram movimentados em contas de empresas de fachada no exterior. Quem deve cuidar do caso é o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o recesso do Judiciário, na semana que vem.
A nova decisão veio na esteira do congelamento das investigações sobre o senador determinado, na terça-feira (29), pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli. A segunda decisão de Paes Moreira seria “por cautela”, apesar de a inciativa de Toffoli não pedir a suspensão do processo. O magistrado também afirmou só ter sido comunicado da decisão do STF após ter permitido que Serra virasse réu.
Serra foi alvo de duas operações no último mês. Ambas foram suspensas a pedido de sua defesa, já que o instituto do foro privilegiado do senador teria sido violado quando investigadores e promotores levaram equipamentos e documentos empregados na atividade parlamentar.
Em nota, a força-tarefa da Lava-Jato do Ministério Púbico Federal em São Paulo tenta derrubar a decisão de Toffoli se agarrando em um detalhe. Eles afirmar que a suspensão é indevida, já que a decisão do ministro do STF cita as investigações, mas não a denúncia já oferecida – mas cancelada hoje pelo mesmo juiz.
