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Investigação contra Flávio Bolsonaro preocupou Dallagnol, diz site

Novas mensagens divulgadas neste domingo (21) pelo site The Intercept mostra a reação dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato em relação às denúncias contra Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) passou a ser alvo de uma apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre um possível esquema em seu gabinete de empregar funcionários fantasmas e recolher parte do salário como contrapartida.

Segundo os diálogos de dezembro de 2018, Deltan Dallagnol especulou como o avanço da investigação poderia afetar o trabalho de Sergio Moro, que havia acabado de aceitar o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Dallagnol comentou com os demais procuradores que Moro poderia sofrer pressões políticas e atuar para proteger Flávio para não desagradar o presidente e perder a indicação ao STF.

“Moro deve aguardar a apuração e ver quem será implicado. Filho certamente. O problema é: o pai vai deixar? Ou pior, e se o pai estiver implicado, o que pode indicar o rolo dos empréstimos? Seja como for, presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de aparecer vaga no Supremo?”, questionou o chefe da força-tarefa.

As conversas obtidas pelo site The Intercept mostram que Deltan Dallagnol também estava preocupado em como os integrantes da Lava-Jato deveriam reagir se fossem questionados sobre o caso Flávio Bolsonaro. Deltan sugeriu que não era o momento de “bater mais forte”.

Em um outro diálogo, de janeiro de 2019, Deltan revela ter sido convidado pelo Fantástico, da TV Globo, para uma entrevista sobre foro privilegiado e para comentar uma denúncia envolvendo um deputado petista. Ele pergunta a opinião dos demais procuradores se deveria aceitar, já que a reportagem poderia perguntar sobre a investigação contra o filho do presidente. “Acho que não é uma boa; além da bola dividida Flávio Bolsonaro, e de ser pauta já definida pelo STF”, respondeu Júlio Noronha.

Procurados pelo site The Intercept, os procuradores disseram não reconhecer o teor das mensagens divulgadas.

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