Pré-candidato diz que ainda não abriu negociações e prevê reuniões com aliados, como Márcio França (PSB) e Tabata Amaral (PSB), além do neopetista Guilherme Boulos
O agora ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira (20) que deve iniciar nos próximos dias as conversas para definição do candidato a vice em sua chapa ao governo de São Paulo. Segundo ele, ainda não houve tratativas formais, mas estão previstas reuniões com nomes como Márcio França (PSB), Caio França (PSB), Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (Psol, mas de muda ao PT).
Haddad disse que o avanço das negociações dependerá da agenda e da disposição dos possíveis aliados. O pré-candidato evitou antecipar o perfil do vice, mas mencionou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como uma referência política.
Ao comentar a campanha, afirmou que pretende priorizar o debate de propostas e evitar a disseminação de desinformação. Também disse que busca recolocar São Paulo como referência em políticas públicas.
Nos bastidores, a estratégia do PT inclui a busca por um nome ligado ao agronegócio para compor a chapa, com o objetivo de ampliar a presença eleitoral no interior do estado. Em 2022, Haddad venceu na região metropolitana, mas foi superado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) no interior, que concentrou maior votação e venceu a disputa no segundo turno.
Aliados avaliam que a escolha de um vice com interlocução no setor agro poderia reduzir resistências ao partido, que enfrenta dificuldades históricas nesse segmento. A ideia é replicar, em escala estadual, a estratégia adotada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, ao formar chapa com Geraldo Alckmin.
Entre os nomes discutidos, há avaliação sobre a dificuldade de encontrar um perfil com trânsito no agronegócio disposto a integrar a chapa. Também são mencionadas alternativas como o ex-governador Rodrigo Garcia, embora interlocutores considerem improvável sua adesão.
Outros nomes do campo político aliado também aparecem nas articulações, como a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o próprio Márcio França, que busca espaço na composição majoritária em São Paulo.
Haddad foi anunciado como pré-candidato ao governo paulista na quinta-feira (19). A candidatura é vista por aliados como parte da estratégia nacional do PT para fortalecer a disputa presidencial de 2026, considerando o peso eleitoral de São Paulo, que reúne o maior colégio eleitoral do país.
Os partidos têm até agosto para oficializar candidaturas. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
