Na tarde desta sexta-feira (12) foi revogada, por meio de uma medida provisória do presidente Jair Bolsonaro, a tentativa de transferir ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, a prerrogativa de escolha dos reitores da universidades federais durante a pandemia. Foi a segunda vez que o governo federal tentou, sem sucesso, alterar a escolha dos dirigentes das universidades sem a discussão e a votação de uma lei específica no Congresso.
O presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), devolveu ao Executivo a MP dos reitores, o que tirou automaticamente a sua validade. A medida foi promulgada na terça-feira (9) e sofreu críticas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o texto era inconstitucional. Partidos questionaram seu viés antidemocrático e a tentativa de limitar a autonomia universitária.
Pela regra vigente, a escolha dos reitores é feita pelo Ministério da Educação, mediante a apresentação de uma lista tríplice de candidatos escolhidos a partir de eleições com a participação de alunos, professores e servidores de cada instituição. Como o isolamento causado pela pandemia dificultaria a organização dos processos eletivos, o governo tentou criar um alternativa que acabou descartada antes de se transformar numa derrota política.
