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Governo revê estratégia e quer reduzir isolamento

Em uma reviravolta em sua estratégia contra a pandemia, o Ministério da Saúde propôs, nesta segunda-feira (6), reduzir o isolamento social em cidades e estados que disponham de metade dos leitos e estrutura de saúde ainda vagos. A medida valeria a partir da próxima segunda-feira (13). Foi a primeira divulgação do ministério sem a presença do titular, Luiz Henrique Mandetta, que estaria em processo de fritura no governo. A medida adota o Distanciamento Social Seletivo (DSS), em contraponto ao Distanciamento Social Ampliado (DSA), conhecidos como isolamento vertical e isolamento horizontal, respectivamente.

A mudança de direção é dupla, pois ocorre depois que o presidente Jair Bolsonaro sinalizou, em pronunciamento nacional, na terça-feira (31), que concordava com o isolamento social. Depois, o presidente passou a criticar veladamente o que chamou de ministros “estrelas” e “que falam pelos cotovelos”. A demissão de Mandetta chegou a ser dada como certa hoje, mas ele teria sido defendido pelos ministros militares e pelo vice-presidente, Hamilton Mourão.

Há dúvidas se a nova abordagem contra o covid-19 será adotada por prefeitos e governadores em um momento em que a doença atinge cidades menores e com redes públicas de saúde menos complexas. Também há a possibilidade de judicialização, já que ministros do Supremo Tribunal Federal já se pronunciaram favoráveis a seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que prega o isolamento na atual fase.

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