Em coletiva nesta quarta-feira (20), o ministro da Cidadania, João Roma, anunciou o Auxílio Brasil sem citar o nome do benefício, utilizando apenas a designação “programa permanente”. Após a reação do mercado financeiro na terça-feira (19), que afundou o índice Ibovespa e subiu o dólar, o anúncio foi adiado para esta tarde. O programa agora terá reajuste de 20% sobre o Bolsa Família, com pagamento mínimo de R$ 400. Só que o titular da pasta não indicou a fonte da receita, tendo em vista que a reforma do imposto de renda (IR) está parada no Senado e apenas o aumento do IOF foi sancionado.
Outro detalhe foi o emprego da expressão “benefício transitório”, que deve abranger o auxílio emergencial e os R$ 100 a mais vinculados ao Bolsa Família, em uma manobra para driblar a lei do teto de gastos e também sem indicação da fonte da receita, pois deve vir por meio de crédito extraordinário em 2022. Roma também confirmou que a abrangência do novo Auxílio Brasil será ampliado de 14 milhões para 17 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.
