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Ex-deputada alega ter virado bode expiatório por levar Dama do Tráfico ao MJ

Da redação
15 de novembro de 2023
Janira Rocha advoga em prol dos direitos dos familiares de detentos

A advogada Janira Rocha, vice-presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Associação Nacional da Advocacia Criminal do Rio de Janeiro (Anacrim-RJ), afirmou à CNN que ela e Luciane Barbosa de Freitas, conhecida como “Dama do Tráfico”, foram usadas como “bodes expiatórios” na repercussão das agendas que tiveram no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Luciane Barbosa Farias é casada com o líder do Comando Vermelho no Estado, Cremilson dos Santos Faria, conhecido como “Tio Patinhas”.

“A repercussão do caso não diz respeito a nós, mas há uma disputa acirrada da oposição contra o governo [Lula] e o ministro [Flávio] Dino. Fomos usadas como bodes expiatórios para atingir o governo”, disse a advogada.

Janira é ex-deputada estadual do PSOL. Em março, ela marcou uma agenda no Ministério da Justiça com o secretário de Assuntos Legislativos, Elias Vaz, e levou junto Luciane de Freitas. A advogada afirma que elas buscaram a pasta para levar denúncias contra o sistema prisional do Amazonas.

O secretário Elias Vaz encaminhou o caso para o secretário Rafael Velasco, de Políticas Penais, que repassou para a Ouvidoria. A CNN apurou que parte das denúncias não teve andamento porque não foram encontrados indícios de irregularidades.

Janira disse à CNN que conhece Luciane há quatro anos e que sabia que ela era mulher de um líder de facção.

“Sim, eu sabia que ela era casada com ele. No Movimento todos sabiam quem era parente de quem. E quanto às “ligações” dela com o marido, sabia do processo, que foi absolvida, que depois o MP recorreu. Acontece que é mais comum do que se imagina, que um familiar de preso seja sempre associado a ele, há muitas injustiças nesse sentido por aí”, declarou.

A advogada acredita que não serão mais recebidas tão cedo em novas reuniões no governo federal e que isso é prejudicial.

“Duvido muito que sejamos recebidas para outras agendas. Estamos agora estigmatizadas e o trabalho ficará mais difícil. No entanto, a luta continua. Dia 13 de dezembro estaremos em ato público de familiares em Brasília levantando a mesma pauta que levamos aos Ministérios. Existem outros familiares e advogados nesta luta e ela não vai parar por nossa causa”, concluiu.

O que MONEY REPORT publicou

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