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Enfraquecido, Pazuello vê permanência no cargo ameaçada

Da redação
18 de janeiro de 2021

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), venceu a queda de braço contra o governo federal e saiu na foto da primeira pessoa vacinada contra o novo coronavírus no Brasil. Junto com o caos observado nos últimos dias em Manaus (AM), o episódio contribuiu para elevar ainda mais a fritura do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Segundo a Folha de S. Paulo, integrantes de alta patente das Forças Armadas querem que Pazuello se afaste do comando da pasta. A avaliação é que ele atuou com negligência, ao encampar o discurso negacionista do presidente Jair Bolsonaro, e comprometeu a postura institucional de independência do Exército. Do lado da política, figuras do Centrão querem aproveitar o momento de fragilidade para tirar o ministro do cargo. Um dos argumentos seria o fracasso de Pazuello na negociação com a Índia para antecipar as doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório Astrazeneca. Caso Pazuello saia, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) é o nome mais cotado para assumir o Ministério da Saúde. Em silêncio desde o domingo (18), quando viu Doria trinfar, Bolsonaro ainda sustenta o general na chefia da pasta. A queda, no entanto, parece ser questão de dias.

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