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Empresários e intelectuais se unem em manifesto pelo sistema eleitoral

Nomes de peso da iniciativa privada, economistas, diplomatas e representantes da sociedade civil se uniram em defesa do sistema eleitoral e da urna eletrônica, em meio a escalada das bravatas do presidente Jair Bolsonaro em relação às eleições de 2022. O recado foi claro: “O princípio-chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos”. O texto não cita o presidente em si, mas a referência é clara. Bolsonaro tem criado tensões ao ofender o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal STF), Luís Roberto Barroso, e colocar em xeque um sistema que o elege desde meados dos anos de 1990. “A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias”, diz o texto. O manifesto foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (5).

Há alguns signatários ilustres como: Frederico e Luiza Trajano (Magazine Luiza), Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal (Banco Itaú Unibanco), Carlos Jereissati (Iguatemi), Pedro Passos e Guilherme Leal (Natura) e Luis Stuhlberger (Fundo Verde). Assinaram também os economistas como Armínio Fraga, Pedro Malan, Ilan Goldfajn, Persio Arida, André Lara Resende, Alexandre Schwartsman e Maria Cristina Pinotti. Estão o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e o rabino Michel Schlesinger. O manifesto nasceu de alguns associados do Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP).

O manifesto

“O Brasil enfrenta uma crise sanitária, social e econômica de grandes proporções. Milhares de brasileiros perderam suas vidas para a pandemia e milhões perderam seus empregos.

Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo.

Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática. O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias”.

As eleições serão respeitadas
Manifesto publicado no Estadão, em 5 de agosto

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