A corrida pelo Senado em São Paulo segue indefinida e acirrada. Segundo levantamento do Datafolha, divulgado pela Folha de S. Paulo, Marina Silva (Rede) aparece com 18% das intenções de voto, Simone Tebet (PSB) com 16% e Ricardo Salles (Novo) com 13%. Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na sequência, André do Prado (PL) soma 11% e Guilherme Derrite (PP), 10%. Paulinho da Força (Solidariedade) registra 8%. Entre os entrevistados, 17% disseram que votariam em branco ou nulo, e 7% não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre 1º e 3 de julho, com 1.608 entrevistas em 71 municípios paulistas. A pesquisa está registrada no TSE sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, 81% afirmaram não saber em quem votar, reforçando o cenário de indefinição. Tebet e Derrite aparecem com 3% das menções, Marina e um candidato do PT com 2%, enquanto Prado e Salles têm 1%.
Para o cientista político Elias Tavares, a vantagem inicial de Marina e Tebet se explica pela projeção nacional que ambas conquistaram em disputas presidenciais anteriores e pela imagem de moderação que dialoga com diferentes segmentos do eleitorado.
Marina e Tebet deixaram recentemente os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento do governo Lula para concorrer em 2026. Já Derrite e André do Prado apostam na força política do governador Tarcísio de Freitas, que lidera a disputa estadual com 46% das intenções de voto contra 30% de Fernando Haddad (PT).
Conforme Tavares, o fato de o eleitor poder escolher dois nomes para o Senado neste pleito amplia as possibilidades de combinação de votos e favorece candidaturas que transitam entre diferentes perfis ideológicos.
