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CoronaVac tem 98% de eficácia em idosos, afirma Doria

Um dia após o anúncio da suspensão temporária dos testes com a vacina em desenvolvimento pela universidade britânica de Oxford, em parceria com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, o governador de São Paulo, João Doria, declarou que os estudos com a CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac, seguem sem interrupções no Brasil. Testada em voluntários por meio de uma parceria com o Instituto Butantan, a CoronaVac tem apresentado eficácia no combate ao novo coronavírus em idosos. Nesta quarta-feira (8), Doria afirmou: “Estudos da segunda fase demonstram que pessoas com mais de 60 anos, um dos grupos de risco para a doença, que receberam mais de uma dose da vacina, tiveram resposta imune que chegou a 98%”.

Doria destacou ainda que desde o início dos testes no Brasil, em 21 de julho, não houve nenhum registro de reação adversa. “Os prognósticos são promissores. E em breve teremos a vacina para imunizar os brasileiros de todo o país”, disse o governador. A previsão é de que os testes de eficácia sejam conhecidos em 15 de outubro. De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, quatro mil voluntários já receberam a primeira dose da vacina. Até o fim de novembro, nove mil pessoas terão sido imunizadas nessa fase de ensaios clínicos.

O diretor do Instituto Butantan afirmou, ainda, que a suspensão dos testes da vacina de Oxford devido a reações adversas em um voluntário na Inglaterra não quer dizer que o trabalho deva ser descartado. “Não significa que a vacina não é boa. O efeito adverso precisa ser estudado. Tem que ver se foi a vacina que provocou essa reação”, comentou. No Brasil não foi registrado nenhuma intercorrência grave nos cinco mil voluntários que participam dos testes da vacina, de acordo com a Unifesp, uma das instituições responsáveis pelo estudo no país.

O presidente da AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou, em reunião com investidores, que o voluntário britânico apresentou sintomas que podem estar relacionados a uma inflação rara na medula, conhecida como mielite transversa. As declarações teriam sido confirmadas por três participantes da reunião, segundo o site norte-americano Stat, especializado na cobertura da área de saúde e o primeiro a publicar a informação. O laboratório argumentou que é incorreto dizer que os testes foram suspensos por causa de um caso de mielite.

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