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Coreias provam que Olimpíadas transcendem o esporte

O desfile da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, entrou para história: as delegações das Coreia do Norte e Sul, países que estão em guerra há 65 anos, desfilaram juntas. Não é a primeira vez que a política foi protagonista – para o bem e para o mal – do maior evento esportivo do planeta. Nos Jogos de Mocou-1980, em plena Guerra Fria, os Estados Unidos e outros 61 países boicotaram o evento. Quatro anos depois, em Los Angeles -1984, foi a vez dos soviéticos, e outros 14 aliados, darem o troco. A Olimpíada também foi palco de ataques terroristas (Munique-1972) e de protestos marcantes contra a segregação racial (nos Jogos do México-1968, dois atletas americanos ergueram os punhos e fizeram no pódio o gesto dos Panteras Negras, grupo que lutava contra o racismo).

 

Por que é importante

A trégua olímpica entre coreanos do Norte e do Sul é o primeiro sinal de que as tensões entre os dois países podem começar a diminuir

Quem ganha

Os atletas das duas Coreias. Ao contrário dos políticos, eles deram uma notável demonstração de tolerância

Quem perde

Donald Trump. O presidente americano ameaçou sanções mais duras contra a Coreia do Norte um dia antes do desfile histórico, revelando pouca disposição para a paz

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