Document
PATROCINADORES

Coaf aponta movimentação suspeita na conta de ex-mulher de Wassef

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentação de valores incompatível com a renda na conta da empresária Maria Cristina Boner Leo (imagem), ex-mulher de Frederick Wassef, que foi advogado da família Bolsonaro. Com ganho mensal de R$ 75 mil, a empresária movimentou R$ 33,9 milhões em apenas seis meses – de agosto de 2017 a janeiro de 2018.

Os R$ 33,9 milhões estão divididos em duas movimentações. A primeira foi um crédito no valor de R$ 16.636.008 efetuado em sua conta. A outra, um débito na mesma conta, de R$ 17.264.252.  O relatório foi encaminhado para o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e Polícia Federal.

Wassef era um dos advogados do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das rachadinhas, mas foi afastado após a prisão de Fabrício Queiroz, apontado como o operador do esquema de recebimento de parte dos salários dos servidores do gabinete de Flávio, quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro.

O nome de Wassef surge em diversos negócios entre a empresa de sua ex-mulher, a Globalweb, que teria se beneficiado da influência do advogado junto aos Bolsonaro. De acordo com relatório do Coaf, entre dezembro de 2018 e maio de 2020, Wassef teria recebido R$ 3,2 milhões de Bruna Boner Leo Silva, filha de Maria Cristina e sócia da Globalweb.

Há outros casos. O Ministério Público atuou na apuração da suspensão de multa de R$ 27 milhões aplicada pela Dataprev, em abril de 2018, ao consórcio MG2I, que é liderado pela Globalweb. A multa foi por descumprimento de contrato firmado em 2014 para a estruturação de um sistema de tecnologia da Dataprev. A penalidade foi anulada em março de 2019, ms após intervenção do Ministério Público Federal, a multa foi restabelecida e segue discutida na Justiça.

Há também os serviços prestados pelo escritório de Wassef à JBS, empresa que mantém acordo de delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República. O escritório de Wassef recebeu R$ 9,8 milhões da empresa. O procurador-geral Augusto Aras solicitou explicações sobre a natureza dos pagamentos.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pergunte para a

Mônica.