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Casos de covid triplicam em Curitiba, antes considerada exemplo

Da redação
15 de junho de 2020

A adoção da “estratégia sueca” para a contenção do coronavírus em Curitiba retardou a disseminação da doença no início da pandemia, mas o distanciamento autoimposto da população se mostrou insuficiente. A partir da semana passada, o número de casos aumentou até triplicar, o que obrigou a prefeitura a decretar medidas mais rígidas para circulação e funcionamento do comércio a partir desta segunda-feira (15). No sábado (13), foram registrados 59 casos de contaminação, contra uma média diária de 14 casos. A cidade acumula 1.177 casos confirmados de covid-19 e 78 óbitos. No início de maio, a pandemia foi considerada sob controle na cidade.

Não está descartado um lockdown se a situação se agravar. Curitiba agora está em alerta laranja (risco médio). Reabertas em 25 de maio, as academias de ginástica fecharam novamente. As lojas de shoppings só ficarão abertas das 12h às 20h, as praças de alimentação, até às 15 horas, passando a funcionar a partir daí só com entregas. O comércio de rua ficará aberto das 10h às 16h, enquanto bares, parques, praças, igrejas e templos estão fechados por tempo indeterminado. Os ônibus só podem rodar com 50% da lotação. 

A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba divulgou que a ocupação de leitos do SUS para casos de covid-19 subiu para 74%, o que é preocupante. Aos 80%, o sistema entra em risco de colapso e precisa ser ampliado com rapidez para não haver um pico de óbitos por falta de atendimento médico intensivo.

O que ocorre em Curitiba pode servir de alerta antecipado para a capital de São Paulo, que reabriu o comércio na semana passada. Projeções de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que o relaxamento da quarentena possa provocar um aumento de 71% das mortes por covid-19 no estado até o início de julho, chegando a 24,9 mil vítimas fatais. Sem a reabertura, a projeção para o início de julho seria de 14, 6 mil óbitos.

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