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Carlos Bolsonaro entra na mira de CPI; Randolfe vê convocação de Guedes como “inevitável”

No depoimento à CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta sugeriu que o presidente Jair Bolsonaro recebeu um “aconselhamento paralelo” para tomar as decisões no enfrentamento à crise sanitária. Mandetta citou principalmente a presença de Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador no Rio de Janeiro, em algumas reuniões, inclusive tomando notas sobre os assuntos discutidos. A fala do ex-ministro acelerou a articulação entre os senadores da oposição para convocar Carlos para prestar esclarecimentos à comissão. Um dos tópicos que podem ser explorados é se o vereador criou obstáculos para as determinações elaboradas pela Saúde.

Outro alvo

Luiz Henrique Mandetta também fez fortes críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, apontando que os alertas sobre a gravidade da crise eram ignorados. Ele afirmou que havia um “distanciamento” entre sua equipe e a de Guedes, e que isso teria afetado a avaliação dos impactos econômicos da pandemia, assim como as respostas do governo até em relação ao auxílio emergencial. Na avaliação de Mandetta, “muitas tomadas de decisão acabaram sendo equivocadas”. No encerramento da oitiva, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que a convocação de Guedes “tornou-se inevitável”. O senador Renan Calheiros, relator da comissão, reforçou o comentário de Randolfe.

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