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Bruno Covas: o dom da invisibilidade

Dizem que o oposto do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. Se este velho ditado for verdadeiro, o prefeito Bruno Covas pode estar em maus lençóis. Ontem, por uma coincidência do destino, estive no mesmo local em que o alcaide em duas ocasiões.

A primeira: fui almoçar com amigos no restaurante Fazenda Churrascada (antigo Casa da Fazenda Morumbi). O lugar estava lotadíssimo – aliás, recomendo. Eis que entra o prefeito Covas. De máscara, sério, olhando para frente, se dirigiu à mesa e lá ficou. A maioria dos clientes o viu, mas ficou em silêncio. Ninguém se aproximou ou quis tirar fotos.

No início da noite, fui levar minha filha ao Shopping Iguatemi. E topei novamente com Bruno Covas no Café Suplicy, onde ele estava conversando com uma moça de vestido bege (sem máscara – mas, como tinha uma xícara diante de si, estava dentro das regras).

Enquanto estive por ali, muitas pessoas passaram ao lado do prefeito. Algumas até viravam o pescoço para confirmar se era mesmo ele. Mas nenhum cumprimento. Nenhum aceno. Nenhum pedido de selfie.

Trata-se de um evidente contraste com a imagem tradicional dos políticos, que estão sempre em busca de um contato com o público, especialmente durante uma campanha para reeleição. Aparentemente, o prefeito confia na exposição que a máquina pública oferece – ou não está muito preocupado com o pleito que se aproxima.

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