O governo ainda tenta recorrer da determinação do ministro Celso de Mello, do STF, para que seja apresentada a gravação da reunião relatada pelo ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança) em que o presidente Jair Bolsonaro tratou da mudança no comando da Polícia Federal. O encontro, que teve participação de outros integrantes do primeiro escalão, seria uma das provas apontadas por Moro em depoimento para reforçar a suposta tentativa de Bolsonaro de interferir no trabalho da PF. O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, declarou na quinta-feira (7) que a reunião mencionada pode não ter sido gravada. Braga Netto justificou que muitos encontros não são registrados em vídeo por conta dos assuntos discutidos, que podem envolver questões de Estado, estratégicas, com informações sigilosas. “A reunião não necessariamente é filmada, não é como uma reunião na Câmara dos Deputados, que tem por lei ser filmada, etc. Ela não é filmada. Às vezes você tem a câmara lá, ela filma, ela filma trechos, ela filma partes, às vezes não filma. O presidente fala ‘olha, não quero que filme’, tá certo?”, comentou. O decano da Corte ainda não se manifestou se irá reconsiderar o pedido sobre a entrega do material.
