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Bolsonaro suspende uso de dados de celular para monitorar isolamento

O emprego de dados de geoposicionamento de telefonia móvel para monitorar o isolamento social dos brasileiros foi desaconselhado pelo presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (13), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, por meio de uma rede social. Assim, o emprego pelo governo federal deste tipo de informação está suspenso até segunda ordem. Pontes havia publicado vídeos explicando a importância do monitoramento da movimentação de pessoas via celular no combate à pandemia. Depois de ouvir o presidente, o ministro mudou sua linha de ação.

“Após avaliação da equipe e com base no precedente internacional, gravei vídeo sobre a ferramenta a ser implementada. […] Um dia depois, sábado [11], o presidente me ligou e solicitou prudência com esta iniciativa e que a ferramenta só fosse usada após análises extras pelo governo. Assim, determinei que o vídeo e outros posts fossem retirados das redes sociais até o término das análises extras e aprovação final do governo”, publicou Marcos Pontes, que também citou a preocupação presidencial com “a proteção da privacidade dos brasileiros.

Mesmo assim, esta ferramenta poderá seguir em uso pelos governos estaduais, como é o caso de São Paulo, que negociou diretamente com as quatro grandes operadoras de telefonia móvel (Tim, Vivo, Claro e Oi) o mapeamento contínuo das movimentações. Os dados pessoais dos clientes não são analisados. O sistema só indica se há aglomerações.

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