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Bolsonaro a Moro: “tenha dignidade para se demitir”

O presidente Jair Bolsonaro já vinha trocando farpas nos bastidores com o então ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) antes mesmo da famosa reunião de 22 de abril no Palácio do Planalto. As divergências seguidas entre os dois terminaram com a saída de Moro do governo e a abertura de um inquérito para apurar uma suposta interferência de Bolsonaro nos trabalhos da Polícia Federal para preservar familiares e amigos. Uma troca de mensagens entre eles, de 12 de abril, mostra que o presidente sugeriu que o ex-juiz pedisse demissão do cargo. O motivo seria uma declaração de Moro, em uma videoconferência de uma empresa de investimentos, sobre a possibilidade de prisão de pessoas que descumprissem as regras de isolamento social em razão da pandemia do novo coronavírus. A fala, replicada pela imprensa, deixou o presidente irritado, já que ele sempre se posicionou contra a medida. “Se esta matéria for verdadeira: Todos os ministros, caso queira (sic) contrariar o PR (presidente da República), pode fazê-lo, mas tenha dignidade para se demitir. Aberto para a imprensa”, escreveu Bolsonaro. “O que existe é o artigo 268 do CP (Código Penal). Não falei com a imprensa”, respondeu Moro. A conversa consta no relatório da PF feito com base em materiais apreendidos no decorrer das apurações do caso.

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