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BID e Brasil criam parceria para descarbonização

Com recursos britânicos, cooperação deve estabelecer novos marcos regulatórios nos transportes

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Claver-Carone, e o ministro da Infraestrutura do Brasil, Marcelo Sampaio, firmaram uma parceria de US$ 1,6 milhão em cooperação técnica para apoiar a elaboração de um plano nacional de descarbonização no setor de transporte. A iniciativa será financiada com recursos do Programa de Infraestrutura Sustentável do Reino Unido (UKSIP).

O montante não é significativo, mas ajudará o Brasil a implementar tecnologias e marcos regulatórios que permitam a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes, contribuindo para que alcancem as metas nacionais previstas para 2025 (-37%) e 2030 (-43% de gases emitidos).

A parceria também vai testar tecnologias e iniciativas para apoiar a transição para economia de baixo carbono no Brasil e atualizar o planejamento de transporte, em particular o Plano Nacional de Logística e os Planos Gerais de Ações Públicas ou de Parcerias, para cumprir a meta do país para a descarbonização do setor de transporte.

“O BID está comprometido com soluções concretas e de alto impacto positivo que permitam ao Brasil avançar em resiliência climática. Esta é uma abordagem inteligente também do ponto de vista econômico: projetos sustentáveis de infraestrutura têm um efeito multiplicador ao fortalecerem a capacidade produtiva e permitir melhor aproveitamento das oportunidades de nearshoring”, afirmou o presidente Claver-Carone na quinta edição do Brasil Investment Forum, maior evento de investimentos estrangeiros na América Latina e Caribe, organizado por BID, ApexBrasil e Governo Federal nesta terça-feira (14).

De acordo com dados do Observatório do Clima, o setor de transporte no Brasil representou 47% das emissões em 2019, com transporte de cargas sendo responsável por 40% desse total. Além de apoiar os esforços de descarbonização, a iniciativa tem como foco projetos de transporte e logística que podem ser aprimorados para oferecer melhores serviços. Para isso, a parceria visa a adoção de elementos de sustentabilidade que promovam a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas para a infraestrutura e serviços de transportes.

Análises da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostraram que para cada dólar de investimento em infraestrutura, há um multiplicador médio de 1,6 vezes na forma de um aumento do emprego de curto prazo combinado com um ganho de produtividade de longo prazo na economia.

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