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Barroso cogita adiar eleições municipais

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que cogita adiar as eleições municipais deste ano por algumas semanas. “Se chegarmos em julho sem um decréscimo substancial da pandemia, é possível ter de fazer esse adiamento, que não deve ser por um período mais prolongado que o absolutamente necessário”, afirmou.

Barroso, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral em 26 de maio, aponta dois fatores que podem impedir o curso normal do pleito. Um é a data limite das convenções partidárias: 5 de agosto. O outro é o início da campanha, marcado para o dia 15 do mesmo mês. Se as regras de isolamento social estiverem vigentes até lá, não será possível fazer qualquer tipo de aglomeração de pessoas, necessária para o processo eleitoral.

Ao conjecturar sobre o adiamento das eleições para prefeitos e vereadores, Barroso descartou a prorrogação de mandatos. “Sou totalmente contrário à ideia de se fazer coincidir com as eleições de 2022, pois eles foram eleitos por quatro anos e não têm mandato para ir além”, disse.

Barroso também é contra reativar a votação por papel em detrimento das urnas eletrônicas. “É como cancelar a assinatura da Netflix ou da Globoplay e abrir uma locadora”, comparou.

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