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Barroso cita custos e riscos de voto impresso para defender urna eletrônica

Em audiência realizada nesta quarta-feira (9) no plenário da Câmara dos Deputados, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso (imagem), defendeu a total segurança, transparência e auditabilidade da urna eletrônica. O encontro foi feito dentro das discussões das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 135/20 e 125/11, que tratam do voto impresso e da reforma eleitoral. “A introdução do voto impresso seria uma solução desnecessária para um problema que não existe, com um aumento relevante de riscos”, afirmou.

Ao considerar como “retrocesso” a possibilidade de impressão do voto, Barroso destacou o alto custo (R$ 2 bilhões) para a adaptação do sistema, além de apontar o perigo de quebra do sigilo do eleitor e os riscos de fraude e de extrema judicialização do resultado do pleito pelos candidatos derrotados. “Dois bilhões de reais faz muita diferença. Eu só gostaria de lembrar que nós não realizamos o censo demográfico por falta de dinheiro, e que as Forças Armadas não puderam ajudar em uma operação que eu mesmo determinei para proteger comunidades indígenas e garimpeiros em um conflito porque disseram que não tinha recursos. Portanto, essa talvez não seja a melhor alocação de recursos no momento”, defendeu.

Apesar de todos os argumentos contrários, o presidente do TSE admitiu que o Congresso é o local apropriado para fazer mudanças nas regras eleitorais. “Essa é uma decisão política. Se o Congresso Nacional decidir que tem que ter voto impresso, e o STF validar, vai ter voto impresso. Mas vai piorar. A vida vai ficar bem pior. Aliás, a vida vai ficar parecida com o que era antes. Creiam em mim”, completou.

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